Nossa sociedade ocidental invariavelmente associa palavras a conceitos, como se tudo precisasse de um rotulo para ser observado e compreendido.
Gosto muito do jeito oriental de observar o mundo, a Vida. Então vamos ver aqui um pouco desta visão com relação à Mente.
Existe uma “mente” que, entendo como superficial, a “ponta do iceberg”, agindo majoritariamente na terceira dimensão e muitas vezes associa-se ao ego.
E esta mente tem uma função clara que é interagir com o que nos cerca no dia adia. Responsável pela parte intelectual, racional, analítica. Ligada aos cinco sentidos.
Mas existe a outra parte do “iceberg”. Profunda, que dá estrutura e apoio à parte superficial. Não vemos, alguns a percebem. Talvez o que chamamos sexto sentido.
Quando a percebemos e a deixamos à vontade, fluir espontaneamente, ela funciona de modo integrado ao Campo ( e à mente superficial). Daí “nascem virtudes especiais” um poder inerente – o Te. O máximo poder Criativo. O Te é bloqueado se tentarmos domina-lo através de métodos e técnicas.
O Te não é algo que possamos adquirir por algum método racional, deliberado. É espontâneo, nasce da percepção de que “existe” algo além desta mente superficial.
Nós só a encontramos no Silencio. No “vazio”, pleno do Tudo. No Momento Presente.
Na sábias palavras de Lao-Tzu:
A centopeia era feliz, muito feliz,
Até que um sapo, na brincadeira,
Lhe disse: Que perna vais usar depois dessa?
A pergunta perturbou-lhe a mente a tal ponto
Que ela se distraiu e caiu em uma vala,
Enquanto pensava no ato de andar.